Aprendendo com o Aprendiz

A importância daqueles que aprendem no desenvolvimento de conteúdo

Hoje, aquele que ensina não possui outro caminho além de aprender com o aprendiz. O por quê da afirmação fica muito claro quando conhecemos nosso contexto: vivemos na Era muito pós-moderna, segundo alguns, já gasosa, onde (quase) tudo está disponível na internet.

Não sabemos nem quais serão as próximas funções que o mercado de trabalho exigirá para daqui 20 anos…portanto, como podemos ser egocêntricos a ponto de achar que possuímos caminhos e respostas já mapeados?

Por isso, também parece complicado falar em público-alvo dentro do campo da educação, pois além de parecer cada vez mais difícil (e superficial) delimitar esse grupo, soa como um termo agressivo, quando falamos sobre aprendizado – como disse o empreendedor Facundo Guerra, a expressão lembra um caçador mirando numa criatura, como se o educador tivesse a arma e quem aprende fosse um alvo.

O que todos aqueles que se dispõe a aprender precisam (seja lá o seu papel na sala de aula), diz respeito a possibilidade de explorar, descobrir e aprimorar capacidades e conceitos para que suas vidas, pessoais e profissionais, possam ser facilitadas, melhoradas ou, até mesmo, transformadas. Entretanto, certificar o que é melhor para o outro sem conhecê-lo revela uma postura autoritária, além de ineficaz.

Aliás, vale ressaltar aqui que, justamente por não saber o que virá para esse futuro (tão presente), aprender a aprender e a escutar serão moedas valiosas, as quais só podem ser absorvidas por meio da vivência e que, portanto, deveriam ser prioridades de ação para aqueles que ensinam.

Nesse contexto, a escuta das necessidades e aprendizado do repertório daquele que aprende é essencial para o desenvolvimento de conteúdo – e aqui vale colocar que essa escuta vai além daquilo que é dito, englobando também o que é percebido.

Compreender as necessidades reais daqueles para quem direcionamos o conteúdo deveria ser, ao menos, uma de nossas atenções principais, quando estamos em fase de diagnóstico e de pesquisa para o desenvolvimento do conteúdo.

Afinal, o objetivo do mesmo é evidenciar o que é relevante para o aprendiz, fazer a ponte entre o mundo de informações sobre determinado(s) assunto(s) e aquilo que faz sentido em sua realidade.

Sendo assim, o educador se torna um mediador que entende o repertório, a cultura e os valores daqueles que aprendem, estabelecendo uma comunicação que seja construída e, não, imposta.

Para tanto, precisamos de educadores com grande clareza de sua missão, para que o mais importante do processo de aprendizado, não seja a expressão do conhecimento do professor, mas o desenvolvimento de todos: daquele que aprende e daquele que ensina, proporcionando uma construção de conhecimento e saberes que façam sentido para cada indivíduo, proporcionando um espaço acolhedor de troca de conhecimento que permita que os talentos (de todos) se manifestem.

Nossas soluções são desenvolvidas de acordo com a particularidade de cada negócio tornando a experiência do aprendiz inovadora e relevante. Conheça nossas soluções!

Este artigo foi escrito por Laura Trachtenberg.

 

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