ARTIGO

Empatia, entender não é concordar!
Leader Educa

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Muito comentada no mundo organizacional, a empatia é uma habilidade essencial para melhorar as relações dentro e fora das organizações.

Num mundo que vive em ritmo frenético, a falta de tempo faz muitas vezes as pessoas se esquecerem de investir nas relações. Parar para escutar, conversar, sentir, ouvir genuinamente o outro, até parece perda de tempo, mas estas atitudes são essenciais para criar ambientes mais colaborativos, agradáveis e saudáveis. A empreendedora social e cofundadora da empresa Carlotas, Fabiana Gutierrez, que participou no programa Somos Saberes, em nosso canal Conecta Leader Educa no YouTube, é uma referência quando o tema é empatia e foi entrevistada pelo filósofo do Cotidiano Alexandre Toledo para falar sobre o tema: Empatia, entender não é concordar (click para assistir a entrevista na íntegra).

A empatia tem sido amplamente discutida em todos os ambientes pois ela é essencial para que relações saudáveis se mantenham. A definição mais clássica sobre empatia explica que é a “disposição genuína de se colocar no lugar do outro”.

Fabiana afirma que a empatia é uma ferramenta mágica para melhorar as relações e encontrar um ponto de encontro. Segundo ela, não é preciso chegar a um consenso, mas sim chegar num melhor acordo para todas as partes. Esse é o exercício empático para ter relações verdadeiras.

Para Fabiana as emoções são a base para o processo empático. “Uma palavra-chave para empatia é conexão, criar esta ponte entre o meu coração e o coração do outro. Se tiver que ter uma definição de empatia essa seria a minha”, conta. E se conectar com a emoção do outro não significa necessariamente sentir exatamente o que o outro sente. Talvez você nunca tenha passado por aquela situação, de perder a mãe, por exemplo, mas você busca dentro da sua experiência, dos seus sentimentos, um momento que se assemelha a este para entender esta dor. Você não vai sentir o que o outro sentiu, mas reconhece aquela emoção. ”Por exemplo, eu não tenho problema em falar em público, mas quando vejo alguém muito nervoso porque precisa falar em público eu olho para as minhas emoções a procuro dentro de mim um momento em que senti algo semelhante para entender o estado que o outro se encontra”.

Para conseguir ser empático é necessário ter coragem de lançar um olhar para dentro de si mesmo e fazer uma autorreflexão, reconhecer suas dores, fraquezas e isso muito vezes traz incômodo e desconforto. “O que nos incomoda nos tira do centro e a gente quer voltar para o que é o nosso centro”, ressalta Alexandre, explicando uma das muitas dificuldades de exercer genuinamente a empatia. Se não reconheço as minhas próprias emoções fica difícil reconhecer a emoção do outro. “Como vou reconhecer uma tristeza, uma alegria se eu nunca prestei atenção quando estive neste lugar? As emoções existem independentemente do meu querer, eu apenas controlo como lidar com elas, mas não tem como não sentir”, explica Fabiana. “Assim como o amor e a dor, as nossas emoções transitam”, ressalta Alexandre.

O psicólogo e escritor norte americano Daniel Goleman, estudioso sobre Inteligência emocional, explica que a empatia é uma competência natural do ser humano. Nascemos com a capacidade de nos conectarmos com o outro, por isso nos emocionamos lendo um livro, ouvindo uma música ou assistindo a um filme. Ele cita 3 tipos de empatia: cognitiva, afetiva e compassiva.

Empatia Cognitiva – Eu entendo, penso, processo, para conhecer o modelo de mundo do outro, qual a sua verdade e seus valores. Um bom exemplo é conseguir se colocar no lugar do cliente em uma negociação, entender o que ele deseja naquele projeto e a importância para os valores da empresa.

Empatia Afetiva ou Emocional – É quando conseguimos fazer a ponte das emoções, conectar com a emoção que o outro está sentindo. Por exemplo, quando você toma partido em uma briga de duas amigas ou na família, você se conecta tanto com a dor de um dos lados que não consegue separar o que é seu e do outro.

Empatia Compassiva ou preocupação empática – É a capacidade de sentir o que o outro precisa de você. Neste tipo de empatia me conecto com o outro, mas consigo enxergar o meu lugar. Vou fazer o que é melhor para o outro naquele momento e não o que eu quero.

Fabiana destaca que para um exercício empático verdadeiro é necessário ampliar o repertório, para entender outras realidades e compreender por que a pessoa tomou aquela atitude. “Entender não é concordar, mas é uma forma de pensar, de se abrir para o novo, ter coragem de se expor a ideias diferentes. É possível ouvir o outro, contra argumentar, considerar a ideia, ver os fatos por outras perspectivas, mesmo mantendo a sua opinião. Empatia tem a ver com respeito, com nosso papel no mundo, nossa forma de atuar, de se relacionar com as pessoas, por isso é tão importante.  

Se você quiser levar mais experiências sobre empatia para sua equipe, fale conosco!

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