ARTIGO

Microlearning: quando e como usar
Vitor Richner

Vitor Richner

A tecnologia nos transforma. Muda a forma como agimos e como pensamos.

Em um mundo onde o pensamento parece estar direcionado a funcionar em 140 caracteres, trocando palavras por emojis ou frases inteiras por GIF´s, o smartphone tornou-se uma extensão do nosso próprio corpo.

Com aplicativos disponíveis para executar qualquer tarefa, é fácil sentir-se distraído; o mundo todo parece querer nossa atenção.

Foi o que Ken Robinson alertou em 2010 a respeito do ensino de crianças: o déficit de atenção é um sintoma de mudança da era tecnológica e, por isso, não deve ser desconsiderado quando falamos em educação, mas, ao contrário, incorporado para a adoção de novas formas de ensinar.

Há quem garanta que o tempo de concentração das pessoas hoje em dia é de 8 segundos. Alex Chung, CEO da maior plataforma de GIF´s do mundo, revelou que o tempo de conteúdo da internet é de 6 segundos.

Uma margem pequena, mas que revela o quanto mudamos em termos do que é capaz de captar nossa atenção. E, claro, essa mudança impacta diretamente em um cenário caótico, onde o tempo de atenção tornou-se escasso e valioso.

É nesse sentido que novas tendências e metodologias surgiram com um objetivo em comum: prender a atenção.

Se considerarmos que a era tecnológica nos trouxe o que podemos chamar de descentralização do conhecimento, uma vez que o acesso está disponível a qualquer indivíduo conectado à internet, seja por meio de um smartphone ou tablet, é possível entender as dificuldades de se encontrar metodologias educacionais que sejam efetivas e assertivas no que diz respeito ao contexto de aprender onde, como e quando querem os novos aprendizes.

E é nesse cenário que surge o microlearning.

Fugindo dos modelos tradicionais, o microlearning tem sido bastante discutido e, consequentemente adotado, pois considera as características desse novo aprendiz da era digital, entre elas a carga cognitiva e o tempo de cada um.

Por meio dessa metodologia é possível transmitir micro objetos de aprendizagem para facilitar o processo de aprender algo novo, valorizando o tempo de atenção de cada um.

Ou seja, é um formato que se adequa e se ajusta a realidade e ao dia a dia do aprendiz, disponível e acessível JIT (Just in time).

Justamente por isso, quando pensamos em educação corporativa, o microlearning deve ser entendido como uma forma eficaz de treinamento, pois está relacionado diretamente com a realidade de acesso de cada um.

 

Benefícios do microlearning

O formato microlearning vem sendo cada vez mais utilizado dentro de estratégias de treinamentos corporativos, por apresentar uma série de benefícios, tanto para quem é treinado, quanto para a empresa.

Para quem vai aprender:

  • Rapidez: Não conseguimos mais nos dedicar a um assunto por muito tempo. Convivemos com uma enxurrada de informação trazida pelas redes sociais e diversos conteúdos de internet que exigem que o treinamento também seja algo dinâmico, rápido e focado.
  • Foco: Os materiais apresentados pelo microlearning são disponibilizados de forma a atender demandas diretas, ou seja, quando determinado conhecimento é necessário, o funcionário pode acessá-lo e colocar a informação em prática na hora, favorecendo o aprendizado.
  • Acesso fácil: Os conteúdos podem ser facilmente acessados via tablet ou smartphone, flexibilizando a aprendizagem, uma vez que o conteúdo pode ser visto em qualquer lugar ou horário.
  • Atraente: A utilização de vídeos, animações, infográficos, games e simulações torna o treinamento muito mais atraente e eficaz, favorecendo o engajamento do público alvo.

Para quem vai ensinar:

  • Rapidez na produção: O fato de usar conteúdos menores torna o microlearning muito mais rápido de ser preparado e pode ser disponibilizado em alguns dias.
  • Custo menor: A construção menor e mais focada torna o microlearning mais barato, além de contar com a vantagem de não necessitar que o funcionário se ausente por muito tempo de seu trabalho, o que também gera custo.
  • Atualização fácil: Conteúdos longos podem facilmente ficar desatualizados pelo trabalho que demanda para atualizá-los. Já no microlearning, por serem peças pequenas, são facilmente atualizadas ou mesmo tiradas do ar sem comprometer outros conteúdos.
  • Personalização: Nos materiais mais curtos, fica mais fácil segmentar públicos. Além de ser uma solução com começo, meio e fim, e com um objetivo definido, utilizando pequenas inserções de conteúdo para chegar ao aprendizado final.
  • Impacto: Todos esses benefícios geram alto impacto de custo-benefício.

 

Quando usar o microlearning?

Em primeiro lugar é necessário fazer um Levantamento das Necessidades, no qual esteja muito claro que tipo de informação e conteúdo seu público necessita.

E se este conteúdo cabe no formato microlearning e se seus “alunos” têm condições de acessar este tipo de treinamento.

É importante ter em mente o momento em que o microlearning será utilizado para que sirva de base para a produção do conteúdo leve e informação exata.

Leve em consideração também que, na maioria das vezes, o conteúdo é acessado por funcionários que não têm tempo para assistir um treinamento convencional ou que estão constantemente fora do ambiente corporativo. Um exemplo são os vendedores de uma empresa.

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