ARTIGO

O que podemos aprender sobre feedback com o The Voice
Leader Educa

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Se você é fã do The Voice, show de televisão que originalmente conquistou o público holandês e hoje é realizado em dezenas de países, tem mais um bom motivo para não tirar os olhos (e os ouvidos) deste programa tão cativante.

Além de se encantar com a performance dos participantes e se eletrizar com a tensão das audições às cegas, batalhas e shows ao vivo, também é possível aprender sobre gestão de pessoas e, principalmente, sobre feedback.

Isso mesmo, ao longo do programa, nas suas diversas fases, os “técnicos”, como são chamados os jurados, assumem diversos papéis que em muito se assemelham ao papel de gestores de equipe. Afinal, são eles os responsáveis por escolher sua equipe e principalmente por desenvolver o time.

E, com certeza, podemos aprender e nos inspirar muito na forma como essas relações entre os técnicos e os candidatos acontecem. Uma das principais ferramentas utilizadas é o feedback.

Antes de entendermos como o feedback acontece no The Voice, vamos relembrar qual é a importância e quais as principais características dessa que é uma das principais ferramentas para o desenvolvimento de pessoas no mundo corporativo e fora dele.

Sabemos que o treinamento formal tem um papel fundamental no desenvolvimento das pessoas. Mostramos isso inclusive num post recente sobre “os problemas mais comuns gerados pela falta de treinamento” aqui no blog.

No entanto, quando o assunto é performance e busca de resultados, a prática de feedback é insubstituível. E é papel do líder estruturar e sistematizar uma rotina de feedback com seus liderados.

Características de um bom feedback

Frequência e rotina

Não é incomum observar na vida corporativa líderes que usam o feedback apenas quando tudo sai errado. Em empresas que não cuidam dessa prática, feedback acaba sendo algo temido pela equipe pois só entendem o que fizeram de errado. Com isso, não criam novos repertórios ou aprendem o que poderia ter sido feito ou melhorado na situação. Feedback ajuda a ampliar as possibilidades de ação a partir da reflexão de um cenário ou situação.

Feedback não é um evento, é uma rotina. Um bom gestor cria uma frequência de feedbacks adequada ao ciclo de projetos e resultados que estão sob sua responsabilidade.

Isso mantém sua equipe alinhada com os objetivos, ajuda a corrigir rapidamente o rumo quando as coisas saem do planejado e, principalmente, evidencia para os membros da equipe quais são os comportamentos e competências que precisam ser mantidos, intensificados ou aprimorados.

Aborde o passado, mas mantenha o foco no futuro

O feedback deve estar sempre ligado ao desempenho ou ao comportamento apresentado num passado recente. Aquilo que acabou de acontecer e de ser avaliado pelo gestor, ou evidenciado pelos resultados.

Mas, na essência, deve também mirar o desenvolvimento daquele que recebe o feedback, ou seja, essa devolutiva precisa ser um meio para que haja uma mudança significativa de comportamento ou desempenho.

Isso significa que o feedback deve não só mostrar ao liderado quais são os pontos de melhoria, mas ajudá-lo a construir um plano de desenvolvimento.

Há algumas perguntas-chave que podem ajudar o gestor a estruturar o feedback em relação ao passado, ou seja, em relação àquilo que aconteceu, como por exemplo: “O que aconteceu?”, “Como aconteceu?”, ou ainda “Falta qualificação ou experiência para que o fato pudesse ter acontecido de forma satisfatória?”

Da mesma forma, é possível estruturar a visão de futuro e desenvolvimento de um bom feedback por meio de alguns questionamentos: “Quais serão as consequências?”, “Como isso vai nos afetar no futuro?”, “Em que devo pensar ou me aprimorar?” e “Quando podemos reavaliar?”.

The Voice e as lições sobre feedback.

O programa The Voice nos inspirou a criar uma metodologia que sensibiliza e orienta gestores de pessoas sobre a importância do feedback e de algumas técnicas importantes. Eis algumas lições que podemos aprender sobre feedback a partir do programa.

  • Os jurados dão o feedback de maneira construtiva, oferecem suporte, e encorajamento aos participantes. Na fase de preparação para as batalhas os “técnicos” do The Voice acompanham de perto o trabalho dos candidatos, são firmes e diretos nos seus feedbacks, mas, ao mesmo tempo, suas orientações são sempre construtivas e sempre muito específicas. Normalmente, os feedbacks também são acompanhados de palavras de incentivo e encorajamento.
  • Utilize uma abordagem positiva na estruturação do feedback. Os jurados, mesmo apontando os problemas que o candidato precisa resolver, os pontos específicos que precisam melhorar, sempre procuram mostrar que também há pontos muito positivos na performance deles. Não há uma regra específica, mas de modo geral, procure abordar mais pontos positivos do que negativos. Isso não significa não fazer críticas ou deixar de falar sobre os problemas, mas sim encorajá-lo a encontrar nas suas qualidades formas de melhorar o seu desempenho, entendendo o que deve ser explorado. Trazer os pontos positivos é importante porque muitas vezes são esses pontos que serão o apoio que o candidato (ou colaborador) poderá explorar para melhorar seu desempenho.

O que se percebe ao acompanhar as diversas edições do The Voice, não só no Brasil, mas em todo o mundo, é que os candidatos mesmo quando não passam na audição, ou saem do programa por terem menos votos, saem fortalecidos, compreendendo em quais habilidades devem investir para aumentar as chances de sucesso. Existe um sentimento de gratidão e confiança que se estabelece entre o candidato e o técnico que faz com que sua performance seja sólida e emocionante para ambos.

E isso é absolutamente verdadeiro quando trazemos para o dia a dia das empresas, das equipes. Um dos fatores que certamente fazem um líder se destacar é o poder que ele tem de fazer com que seu time atinja resultados antes não imaginados, pois conseguem canalizar as energias de seus colaboradores para o seu desenvolvimento e para uma performance que encanta a audiência, assim como no The Voice.

Equipe motivada e resultados alcançados: isso não é música para seus ouvidos?

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