ARTIGO

Feedback na Era HIPERmoderna
Leader Educa

Leader Educa

Nos anos 70 passamos pela era da liberdade. Calça jeans, hippies, uma mudança acontecia na maneira de ver e viver no mundo.

Estamos na era “Hipermoderna”, de tão livres acabamos nos desconectando da dimensão coletiva e passamos a ser cada vez mais individuais. Como tudo acontece sem parar, em uma velocidade enorme não dá tempo de criar sentimentos. Criamos apenas sensações.

Existe uma diferença de profundidade. O sentimento é um processo que demora a acontecer enquanto as sensações são respostas rápidas do que percebemos do mundo.

Pra dar um exemplo: vamos considerar as redes sociais. Somos impactados por milhares de posts, textos, artigos, fotos. Com tanta informação, é raro pararmos para refletir o que estamos sentindo. Criamos Sensações! Estamos a todo tempo curtindo ou não curtindo. Aqui você tem uma escolha. Se te impactou positivamente você curte, se não passa para o próximo…  Recentemente adicionamos outras sensações possíveis como amar, achar engraçado, triste ou ficar bravo. Tudo isso cria uma maneira especifica de reagirmos ao mundo ao invés de refletirmos.

E o que essa maneira de se relacionar com o mundo tem a ver com o feedback?

TUDO! Tem TUDO a ver.

De tanto curtir ou não tudo que vemos ao nosso redor isso se torna um comportamento social.  Porém quando pensamos no contexto corporativo estes feedbacks que passam a ser imediatos, regados pela urgência que a falta de tempo impõe, passam a ser um risco.  Como são imediatos, são pouco profundos. Isso significa que não paramos para sentir, apenas percebemos o que as ações dos outros nos causam.

Não estou dizendo que isso é sempre assim.  Essa é apenas uma reflexão de como a nossa maneira de viver influencia em tudo que fazemos.

Por isso, que tal pensarmos em transformar o feedback nas empresas em mais do que sensações?

O feedback é geralmente associado a uma ferramenta reparadora, uma maneira de dizer as pessoas o que fizeram de errado e como podem fazer para acertar. Vamos pensar diferente. Vamos pensar no feedback como um presente. Quando você compra um presente para uma pessoa querida você pensa no QUE ela gostaria de ganhar e COMO você gostaria de dar. Faça uma pausa, respire e pense a ultima vez que você comprou um presente para alguém que gostasse.

Meu ponto aqui é: Dar um presente exige preparação! Exige que você se coloque no lugar do outro.

Tornar o feedback um presente é não acreditar que ele apenas conserta o que está errado mas, sim, uma oportunidade de dar a alguém uma ferramenta poderosa: o autodesenvolvimento.

Considere o seu próximo feedback um presente, explique, seja descritivo, embase com exemplos e situações reais. É impressionante o poder que o porquê tem. As pessoas são mais abertas a ouvir quando percebem que você refletiu o que está dizendo.

Mas vale lembrar que como já dizia vovó: PORQUE SIM, NÃO É RESPOSTA!

Assim, criamos mais diálogos que nos ajudam a refletir e conectarmos com o coletivo. Vamos substituir o curtir por construir juntos?

assinatura

Sobre a Leader 

Somos uma empresa de soluções educacionais, com 26 anos de história, que acredita no talento humano. Nossa atuação tem como foco potencializar a manifestação destes talentos, que na maioria das vezes estão adormecidos e não são exercitados. Utilizamos metodologias andragógicas que contextualizam e suavizam o processo de aprendizagem, garantindo sua eficácia. Estimulamos desta forma a transformação das equipes e organizações.

leaderconsultores.com.br

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin